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Redes sociais reveem política de discurso de ódio e checagem de informação

Iniciativas são resultados de esforços para prover maior proteção a dados dos usuários

Após ser responsabilizado pela disseminação de conteúdos abusivos e imprecisos em suas principais plataformas, o Facebook lança política no sentido de prover maior proteção aos dados dos usuários. A plataforma anunciou que estabelecerá parcerias com entidades da comunidade civil em diferentes mercados para entender as tensões sociais de cada país, como elas se manifestam nas redes sociais e motivam ações reais.

Denominada 'real-world harm policy', a política é inédita pela participação de parceiros externos, e destoa das diretrizes de banimento de outros conteúdos, como nudez e discriminação, em que a identificação e remoção de posts são feitas, exclusivamente, pelo time do Facebook. No caso de conteúdos relacionados a terrorismo, spams comerciais e contas falsas, a plataforma diz ser capaz de remover 98% das postagens pró-ativamente antes de qualquer denúncia de usuários.

Discursos de ódio, no entanto, são os mais difíceis de identificar e remover, pois dependem da avaliação humana do contexto da mensagem e das intenções de cada usuário. De cada 100 postagens com conteúdo preconceituoso, o Facebook consegue remover 38 antes de serem denunciadas. Os parâmetros sobre quais discursos são aceitáveis e inaceitáveis na rede social variam de um mercado para outro e, por isso, a empresa diz que o tratamento de determinados temas pela plataforma pode ser diferente de acordo com a localização. A empresa conta com cerca de 20 mil funcionários em diferentes regiões do mundo treinados especificamente para revisar conteúdos considerando as particularidades linguísticas de cada local.

O WhatsApp também lançou recurso para barrar a disseminação de notícias falsas. A plataforma não é capaz de impedir a distribuição de mensagens individuais, uma vez que não tem acesso ao conteúdo, que é criptografado. Apesar disso, o aplicativo começará a identificar como 'encaminhadas' mensagens que já foram repassadas a partir de outras conversas. O recurso deve começar a funcionar no Brasil nas próximas semanas. Pensando nas eleições presidenciais de outubro, a empresa também lança no País uma iniciativa em parceria com a Comprova, entidade de checagem de fatos com apoio de 24 veículos, entre eles Zero Hora, Correio do Povo, Estadão, Folha de S. Paulo, Futura, Band, Uol e Piauí. Junto à comunidade acadêmica global, a plataforma oferecerá apoio de até US$ 50 mil para financiar propostas de pesquisas sobre a disseminação de fake news no aplicativo.

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