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A astúcia da Globosat

Ao comprar Chaves & Chapolin, o principal ativo que o Multishow adquiriu não foi um pacote de centenas de episódios de humorísticos antigos, mas  sim uma grande promessa de engajamento.

A cada movimento estabanado que fazia na tentativa de defender pessoas inocentes de temidos malfeitores, o Chapolin Colorado tratava de tranquilizar seus interlocutores com uma frase que se tornou um dos mais famosos bordões do seriado mexicano: “Todos os meus movimentos são friamente calculados”. A expressão, criada por Roberto Gomez Bolãnos, a mente originária de todo o universo de Chaves e Chapolin, cai perfeitamente como explicação para aqueles que questionam as razões que levaram a maior operadora de TV paga do País a investir na aquisição de um enlatado mexicano cujas piadas, personagens e cenas não trazem mais nenhuma novidade a ninguém.

Com estreia marcada para a próxima segunda-feira, 21 de maio, Chaves ocupará a faixa das 23h do Multishow e será exibido diariamente. Os episódios também estarão disponíveis na plataforma de TV every do canal – o Multishow Play. Ver a turma da vila através da tela da Globosat é uma curiosidade que vem crescendo entre os fãs do seriado desde o dia 30 de janeiro, quando as redes sociais entraram em alvoroço ao descobrir que outra empresa, além do SBT, tinha ido atrás da Televisa para trazer Chaves ao seu portfólio.

Os mais de quatro meses entre o anúncio e a estreia foram preenchidos com estudo do produto adquirido, mapeamento de grade, sessões de dublagens dos episódios que ainda não tinham áudio em português e muita pesquisa junto aos fãs. “Não adquirimos apenas um enlatado para colocar no ar. Os fãs têm uma relação muito forte com a série e, por isso, temos que ter muito cuidado para corresponder às expectativas do grupo”, comentou, na época, Tatiana Costa, diretora de programação e novas mídias, em entrevista ao Meio & Mensagem.

A preocupação do Multishow em agradar aos fãs é compreensível quando se analisa que, ao negociar com a Televisa, o principal ativo que a Globosat adquiriu não foi um pacote de centenas de episódios de humorísticos antigos, mas, sim, uma grande promessa de engajamento.

Poucos produtos televisivos tiveram o poder de não sucumbir ao tempo e de atravessar fronteiras geográficas e geracionais quanto Chaves e Chapolin. Exibidos pela primeira vez em 1984 pelo SBT – e beneficiado por uma época em que as opções de entretenimento televisivo eram exíguas – os seriados de Bolaños transcenderam a posição de programas de TV, ingressando na seleta zona de produtos de entretenimento incorporados à cultura popular. Seja pelo humor fácil, pela caracterização de adultos no papel de crianças, pela reprodução das grandes agruras do mundo no microcosmo de um cortiço ou por qualquer outra tese analítica que se possa traçar – e que muitos trabalhos de conclusão de curso dedicaram-se a fazer – Chaves e Chapolin são produtos emocionais. Trazem audiência, despertam interesse e são um elo de um ecossistema de indivíduos das mais diferentes idades e classes sociais que têm em comum o fato de achar graça das mesmas piadas pueris e repetitivas.

Em um cenário no qual cada programa de TV é apenas gota em um oceano revolto de entretenimento, cujas ondas, diariamente, nos trazem novas e diferentes opções ao alcance do controle remoto, nada mais certeiro do que apostar em algo que já possui uma comunidade catequizada e com uma sede por aquele conteúdo que nem as mais de três décadas de exibição na TV foram capazes de saciar. Ter Chaves e Chapolin em seu portfólio é como preparar um espetáculo teatral com a certeza da plateia cheia por muitas sessões. E, mais do que isso, é a garantia de algo que todo veículo passou a disputar tal como os pontos de audiência: a repercussão o buzz nas redes sociais.

Assim que colocar o primeiro episódio no ar, o Multishow não precisará provar a ninguém o porquê de suas escolhas. A repercussão na internet – e provavelmente a audiência – certamente responderão aquilo que o canal imagina. O que a emissora ainda terá de fazer, no entanto, é convencer o mercado publicitário que esse grande grupo de fãs também é consumidor e potencial cliente de qualquer produto ou serviço que possa ser exibido nos intervalos comerciais. Essa valorização, do ponto de vista publicitário, não aconteceu nos 34 anos de exibição no SBT, que sempre viveu o paradoxo de ver Chaves não corresponder, em publicidade, o mesmo sucesso que detinha em audiência.

A partir deste mês, caberá à Globosat tentar transformar a cultura pop em negócios. Por que a parte do engajamento, no que depender dos fãs, já está mais do que garantida.

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