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Cado Bottega: Traço forte

Publicitário se descobriu artista plástico, criativo, cartunista, educador e ilustrador graças aos desenhos na infância

Por Cinthia Dias

Ricardo está na mesa da cozinha, na casa de seus pais, rodeado de uma grande quantidade de enciclopédias das marcas Conhecer e Naturama, buscando reproduzir todo tipo de ilustração que nelas continha. Esta cena só é possível imaginar e até enxergar por conta da riqueza de detalhes contados pelo publicitário Cado Bottega, ao descrever os momentos da infância que o conduziram, mais tarde, à escolha profissional. "Inconscientemente, era um jeito de ter um traço. Nunca soube explicar muito bem, mas gostava demais de brincar com desenho." A mesma imaginação acontece assim: na casa do avô Pedro, o pequeno Ricardo desenha, com uma caneta esferográfica azul, por cima das fotografias que ilustram as reportagens do jornal do vô.

Outra lembrança que Cado mantém viva na memória são as visitas que fazia ao ofício do patriarca da família, também Ricardo, projetista na Ufrgs. As idas à universidade eram fascinantes pela possibilidade de brincar com aquilo que mais amava: o desenho. Os olhos chegam a brilhar ao mencionar a estrutura que tinha para tracejar nos papéis. "Ficava encantado com aquelas mesas enormes e próprias para desenho com um monte de material", detalha, referindo-se à quantidade de lápis de cor, réguas e esquadros que tinha à disposição. Além de todas estas ferramentas, as maquetes também passaram a lhe agradar naquele universo, acarretando na possibilidade de cursar Arquitetura e Urbanismo.

Quis o seu instinto que a Publicidade e Propaganda se tornasse a principal opção, já que nela estava o ofício da direção de Arte, área mais próxima de sua aptidão. Ao mencionar o momento de prestar vestibular, comenta que tudo era muito "organizado e certinho" dentro de casa, no sentido de ter de fazer ensino fundamental, médio e superior. Com apenas um ano de diferença entre os dois, ele e o irmão, Beto Bottega, rumaram juntos para a Comunicação - um para PP e outro para o Jornalismo - na Famecos, enquanto as irmãs mais novas, Rosângela e Carla, encontraram-se na área da Saúde.  

Até conquistar o diploma em 1982, pôde estudar ao lado de Beto por quatro semestres, considerando que, antigamente, os cursos da área tinham as grades curriculares interligadas. Passada esta fase, era comum encontrar o aspirante a publicitário matando aula em disciplinas do curso de Jornalismo, como as que exigiam diagramação, quando adorava acompanhar a produção dos espelhos das folhas de jornal. "Já era uma característica da direção de Arte", supõe.

Lado B

Completamente envolvido com a Arte, não é de se surpreender que tenha assinado duas exposições em São Paulo, e elas foram sobre a temática da Fórmula 1, no hotel Transamérica. Resultado da mistura de tinta automotiva, guache e lápis aquarelado, as telas retratavam os pilotos Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace e Nelson Piquet, além de Fernando Alonso, Michael Schumacher e Kimi Raikkonen. Em uma das viagens para a capital paulista, conheceu seu grande ídolo, o primeiro dessa lista de corredores. Na ocasião, em 1992, a direção do hotel quis presenteá-lo com um de seus quadros, o qual foi entregue pelo próprio artista plástico. "Ele bateu um papo comigo e questionou sobre o processo de produção. Foi uma experiência maravilhosa", relata, acrescentando que a obra, hoje, está no acervo da Fundação que leva o nome do ídolo brasileiro.

Também cartunista, Cado compartilha, orgulhoso, que entre todas as premiações que recebeu ao longo dos mais de 30 anos de carreira, a de maior significado foi ter um de seus trabalhos escolhido e publicado nas páginas do jornal francês Le Monde. O cartoon sobre o Fórum Social Mundial esteve entre os poucos selecionados pelo cartunista Plantú, que esteve em Porto Alegre acompanhando as movimentações do evento. Da veiculação do desenho soube por amigos via telefone, quando estava no aeroporto a caminho de uma de suas viagens. "Ainda não mandei emoldurar", observa, aos risos. Ilustrou também mais de 15 livros, sendo os três últimos em coautoria com a escritora Leticia Wierzchowski.

Não é à toa que, em mais de três décadas de trabalho, o portfólio esteja recheado de reconhecimentos nacionais e internacionais, além dos regionais, como os títulos de Diretor de Arte e Ilustrador do Ano no tradicional Salão da Propaganda, promovido pela Associação Riograndense de Propaganda (ARP). Contudo, o preferido é o Leão de Ouro, obtido no Festival de Cannes, na França, em 2001. O troféu abrilhanta uma estante branca ao lado de sua mesa na CDN Sul, agência na qual atua como diretor de Inteligência Criativa. "O único no Rio Grande do Sul", diz, sem vaidade, o que acredita ser uma qualidade sua. O título é resultado da campanha de lançamento do desodorante Senador para a Memphis, que consistia em um adesivo no balaústre (espécie de corrimão) de ônibus.  

Love is all you need

Pai do Pietro, 21 anos, fruto do primeiro casamento, enche-se de orgulho ao narrar as aventuras do filho único pelo outro lado do mundo. O estudante dos cursos de Jornalismo na PUC e de História na Ufrgs deu um tempo na vida acadêmica para morar na Austrália por um ano e meio, período no qual conheceu 13 países da Ásia. Apesar de ter optado em seguir um caminho na Comunicação, acredita que não tem nenhum tipo de influência na escolha do herdeiro. "Ele é um baita fotógrafo e tem um texto muito bom. Um cara completo", diz, e completa, brincando: "Não passará impunemente na vida".

Ainda que o Pietro resida com a mãe, pôde influenciá-lo no consumo de músicas e filmes, além da escolha pelo time de futebol do coração, o tricolor gaúcho. A última ida da dupla ao estádio foi para assistir à final da Recopa 2018, entre Grêmio e Independiente, da Argentina, na Arena. Fã dos Beatles e do clássico Blade Runner, o publicitário gosta de "trocar figurinhas" com o filho a respeito das novidades musicais, como a participação do ex-beatle Paul McCartney em Concrete and Gold, novo disco do Foo Fighters. Fora do expediente, desdobra-se, com prazer, para acompanhar as grandes premiações do Cinema, como Globo de Ouro e Oscar, e manter as leituras em dia. Atualmente, devora a obra 'Twin Peaks - Arquivos e Memórias', de Brad Dukes.

Morador da Zona Norte da Capital, vive com a atual esposa, a publicitária Marise Ugalde, e com a pequena pássara Hebe. De cor azul-clara e com o bico bem laranja, a ave é sucesso nas redes sociais de Cado. "As pessoas perguntam dela e não de mim", conta, eufórico. O animal de estimação, que anda livremente pela casa, faz parte da família desde dezembro.

Na contramão

Ainda que estivesse com uma vaga de emprego em Mídia garantida, o filho de Ivete, viúva de 85 anos, não se imaginava em outra área que não fosse a de direção de Arte. A proposta veio da diretora da já extinta Quatrocom, Gaga Celente, no dia da formatura, mas o desejo de estar na Criação era muito maior e o fez negar o convite. Na contramão, saiu da faculdade e empreendeu: abriu a hoje extinta Artefacto, que nasceu na casa do avô Pedro, na Rua Anchieta, no bairro Glória, na Capital, e ficou no mercado por sete anos. Com o ritmo empreendedor, nos 13 anos seguintes comandou a Upper, ao lado dos publicitários Gil Kurtz e Luiz Henrique Rosa. Ao todo, foram 20 anos sem nunca ter pisado em uma agência como funcionário.

Após esse período, passou pelas agências Martins+Andrade, Escala, Competence - nas quais destaca, respectivamente, a oportunidade de ter dirigido as unidades de Quero-quero, Colombo e ESPM-Sul - e e21, onde gerenciou o departamento de Criação. No portfólio, também soma experiência como redator em campanhas políticas no Estado e no Rio de Janeiro. A escrita não era seu foco principal no começo da carreira, mas, graças às duplas que teve foi estimulado a ter um bom texto. Entre elas, lembra-se de Marcelo Pires, Ricardo Silvestrin e Saul Duque. "Só aí tu sentes o naipe dos caras", elogia.

Repensando sua rotina, chegou à CDN-Sul a partir da amizade com a sócia-diretora Ana Cássia Hennrich. Desde julho de 2016, o publicitário integra a equipe de trabalho da assessoria de comunicação. Logo que foi contratado, implantou a diretoria de Inteligência Criativa, que nasceu após vencer a concorrência para o lançamento de um produto para a vinícola Salton, o Grape Tea, fazendo com que a empresa passasse a oferecer serviços de criação. Outro case que ressalta é o da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em que foi responsável pelo planejamento estratégico de reposicionamento da marca. "Trabalho árduo, que requer uma articulação de todos os lados para as iniciativas, considerando que não há verbas, mas é gratificante", exalta.

Para frente

A sede por manter o cérebro atualizado é, entre outras características, a chave que sustenta sua criatividade. Como explica, o processo de aprendizagem é semelhante ao andar de bicicleta: se parar de pedalar, cai. Parte do acervo de ideias que carrega na cabeça deve às grandes escolas que sempre acompanhou. Entre elas, a DPZ, em São Paulo, comandada por Roberto Duailibi, Ronald Persichetti, Francesc Petit e José Zaragoza, sendo os dois últimos os profissionais que mais admira. Somam-se à lista as agências Talent e a Almap, além da Droga5 e RG/A.

Para ele, o caminho para o ensino, diante da soma de experiências, foi natural, pois sempre gostou de passar adiante os conhecimentos que adquiriu no mercado. Sem lembrar exatamente as datas, recorda quando ingressou na ESPM-Sul, como professor, e foi convidado para dirigir a agora extinta Escola de Criação. Na oportunidade, desenvolveu um curso sobre Planejamento publicitário com viés criativo, do qual se orgulha muito. Lá, foram sete anos de trabalho acadêmico. Hoje, dá aula nas disciplinas de PP e Branding no programa de pós-graduação do Senac-RS.

A necessidade de compartilhar o que sabe se reflete na participação ativa nas discussões de mercado. "Quanto mais me envolvo em estudos, projetos e campanhas, mais tenho vontade de me manter assim. Não quero desaprender." Atualmente, integra o conselho do Clube de Criação, ao lado dos amigos Alessandro Carlucci, Beto Schmidt, Dreyson Queiroz e William Mallet, e a diretoria da Associação Riograndense de Propaganda (ARP). "Dá para convergir tudo", afirma, confessando que, quando vê, está pensando em todas as atividades de uma forma interligada.

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